Na infância são os pais que acabam decidindo e orientando nossos passos. A adolescência, de certa forma, nos possibilita decidir algumas coisas em determinados momentos. Mas, é a juventude que se apresenta diante de nossos olhos como uma fase de transição e escolhas. Transição para
a vida adulta, transição para a realização de sonhos, transição que vai definir o rumo que vamos dar para a nossa vida. Por isso, é de fundamental importância ter bem claro o que somos e o que queremos. O conhecimento de nós mesmos e do que desejamos para o futuro orienta e determina nossas escolhas e também suas consequências. Escolher por escolher ou ir na ‘onda’ dos amigos nem sempre é a melhor solução. Tem momentos na vida que não são mais os pais ou os amigos que vão direcionar ou decidir conosco ou por nós. Há momentos em que estamos sós com a própria escolha nem sempre fácil, mas esse momento é imprescindível para que nossa decisão seja verdadeira, e é essa verdade que vai garantir a nossa felicidade. Por exemplo, eu escolhi ser jornalista e a cada dia me descubro como pessoa e como profissional. Mas, para chegar até aqui, confesso, foi um longo caminho. Trilhei por muitas estradas, passei por maus bocados, por momentos felizes, e hoje sei que fiz a escolha certa. Desde pequenos, aprendemos a fazer opções na vida: seja decidir entre estudar para a prova ou ir ao cinema com os colegas, ir ao jantar em família ou ficar em casa sozinho jogando videogame. São pequenos exemplos que mostram qual é nosso verdadeiro ideal. Ideal é um ‘negócio’ sério, pois reflete aquilo que estamos buscando para o nosso futuro e o que estamos vivendo no momento presente.

É importante nos darmos conta de quais são as prioridades, pois, é a partir delas que vamos também descobrir e pautar nossas escolhas. Se damos mais importância aos amigos do que aos estudos, por exemplo, isso reflete que ainda não atingimos o grau da maturidade que a vida exige. Nada contra os amigos, mas é importante ter o justo equilíbrio, uma vez que o que pauta nossa felicidade tem, como ponto de partida em grande parte, a vida acadêmica. Conheço amigos que passaram o ensino médio todo na vibe do ‘deixa a vida me levar’ e na hora de decidir o curso, a profissão, deixaram-se guiar pelas escolhas dos amigos e, claro, na gíria popular ‘se lascaram’, por que não se identificaram com o curso, se sentiam insatisfeitos e precisaram no concreto da vida e na dificuldade aprender na dor a escolher por si. Porém, para isso, precisaram passar primeiro pelo sofrimento, quando podiam ter economizado tempo e energias para, por si, fazer a sua própria escolha. Se puder lhe dar um conselho, siga o seu coração, faça suas escolhas conscientemente sem se deixar influenciar pelos outros. Se sente que sua vocação é ser médico, arregace as mangas e vá em frente. Se for ser padeiro, da mesma forma, pois o que vale é ser e estar feliz, e, com a sua escolha, contribuir para a construção de um mundo melhor. Lembre-se: você é livre para escolher, mas será ‘refém’ das consequências de sua escolha. A decisão é sua.